A avaliação no processo de aprendizagem

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por Adriane Cônsolo

Avaliar não significa simplesmente julgar algo como bom ou ruim. Para avaliar é preciso conhecer o objetivo da atividade, os instrumentos usados e o contexto em que ela se dá. A avaliação deve estar ligada aos objetivos do processo de ensino e embora carregue em si seus próprios objetivos, não pode se desenrolar sem se desligar dos objetivos da metodologia. O assunto é polêmico.

Dentre os tipos de avaliação, podemos citar o modelo diagnóstico, o somativo, o formativo e o multidimensional. O modelo diagnóstico aborda a avaliação de competências no início do processo de ensino, carregando a função de pré-seleção. O modelo somativo é o modelo, talvez, mais conhecido por nós atualmente, em que se destaca a atribuição de uma classificação acordada entre as partes ao final do processo, pelo produto, ou seja, um valor determinado à conclusão do processo, uma nota por exemplo. O modelo formativo é atribuído ao longo do processo, caracterizado pelo acompanhamento da aprendizagem com feedbacks direcionados para o aluno e para o professor. Já o modelo mutidimensional une os outros três tipos de avaliação sem excluir nenhum deles.

Ainda presos a velhas concepções positivitas de ensino, o modelo de avaliação somativo prevalece, porém seu uso pode não ser totalmente insignificante, na minha visão, se alinhado com os outros tipos de avaliação.

O que significa tirar 10? Ou tirar 4,75 em uma prova? O que é esse número? A nota não tem unidade de medida, tirei 10 o que??? 10 inteligências? Todo o processo de aprendizagem é perdido nesse sistema, se no dia da prova eu não estava bem fisicamente e tirei uma nota baixa, de que serviu todo o resto? Dar uma nota por um produto final acaba sendo descabido de sentido.

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Um comentário

  1. 1 Marcelo Claro
    2009 dez 15

    É mesmo Adriane, a avaliação é algo muito complicado, acredito que é o processo mais árduo para o avaliador, pois existem vários fatores a serem considerados e isso também leva em conta o tipo de avaliação a ser adotada.
    Por esses dias atrás em um dos encontros presenciais em que trabalho como monitor técnico, presenciei uma discução interessante entre alunos e professor (Prof. Klinger) onde foi levantada uma questão pelo Professor “Um aluno que em três avaliações durante o seu ano letivo tira três notas diferentes (5, 7, 9), sendo a última sua maior nota, isso significa que houve uma melhora e que tanto o aluno quanto o professor atingiram o objetivo, mas em muitas instituições essas três notas são divididas entre elas o que daria sete como média final, isto é correto? Houve uma melhora e no entanto sua nota ainda assim é média”, e ao contrário também e verdadeiro, sendo que o aluno poderá iniciar com uma boa nota e não conseguir acompanhar o resto do ano, e ainda sim sua média final ser muito boa.

    Enfim, somos avaliados o tempo todo em todos os processos de nossa vida, seja como esposo(a), filho(a), aluno(a) ou até mesmo alguém que te presta um serviço que também será de alguma forma avaliado por você, e às vezes erramos e fazemos avaliações injustas. O que devemos é repensar a todo o momento e “reavaliar nossas avaliações”.

    Marcelo Claro

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